O melhor procedimento cirúrgico dependerá da suspeita diagnóstica para cada tipo de lesão.

1- Para paniculites o melhor método é a utilização de biópsia incisional com bisturi que deve retirar elipse da pele que inclua boa representação da hipoderme, pois é necessária a avaliação dos septos, lóbulos e vasos do panículo adiposo para o diagnóstico diferencial entre os diversos tipos de paniculite. As mesmas recomendações são válidas para suspeita de hanseníase.

2- Retirada solapante (shave) deve ser aplicada nas lesões onde as modificações esperadas estão restritas à epiderme e derme superficial. Exemplos são: ceratose seborréica, verrugas e alguns tipos de nevos melanocíticos.
O método de shave deve porém ser totalmente evitado quando se tratar de doença inflamatória, nas lesões pigmentadas suspeitas de melanoma, e naquelas situadas na região acral onde a camada córnea é espessa e o fragmento obtido poderá incluir apenas parte da lesão.

3- As mesmas observações podem ser feitas se o procedimento escolhido for curetagem (com eletrocoagulação). Este método é menos satisfatório para se obter o material para exame histopatológico porque o material é escasso, superficial e fragmentado, podendo apresentar distorção e perda da arquitetura da lesão. Se a lesão é de melanoma que clinicamente se assemelha a ceratose seborréica ou a carcinoma basocelular pigmentado, as conseqüências podem ser graves.