
A. Doenças vésico-bolhosas: as lesões
devem ser biopsiadas quando são iniciais, isto é, eritematosas
e papulo-edematosas ou bolhas muito pequenas, recentes, evitando bolhas
francas e principalmente bolhas antigas que podem estar contaminadas
por bactérias ou apresentar reepitalização da
base da bolha simulando localização intra-epidérmica
para lesão que era sub-epidérmica.
B. Bolhas grandes e ulceradas, quando são as únicas
lesões presentes, devem ser biopsiadas na borda incluindo parte
da pele perilesional pois nesta última podem estar presentes
os elementos para conclusão diagnóstica.
C. Lesões muito pruriginosas tais como doença
de Grover, dermatite herpetiforme, foliculite eosinófica e
escabiose, devem ser evitadas as lesões muito escoriadas, ulceradas,
recobertas por crostas e com evidente impetiginação,
pois o processo original da doença inflamatória pode
estar marcado por alterações secundárias à
coçadura.
D. É preferível obter biópsia de lesão
papulosa ao invés de lesão maculosa pois se a lesão
é muito precoce pode não conter os achados histopatológicos
necessários ao diagnóstico.
E. Nas lesões inflamatórias que acometem pernas e outros
locais acima dos joelhos devem ser escolhidas aquelas situadas acima
dos joelhos pois as alterações decorrentes de estase
podem mascarar os aspectos histopatológicos do processo patológico
primário.
F. Lesões suspeitas de micose fungóide, vasculite leucocitoclásica,
doença de Mucha-Habermann, podem necessitar de mais de uma
biópsia. Nesses casos devem ser escolhidas lesões em
diferentes estágios de evolução. Para o diagnóstico
de micose fungóide é aconselhável realizar três
biópsias pois apenas uma pode deixar dúvidas quanto
à natureza do processo (se inflamatório ou neoplásico).
G. Lupus eritematoso e outras lucites, retirar fragmento de
lesão mais antiga. Da mesma forma nos casos de púrpura
pigmentar crônica.
H. Na biópsia do couro cabeludo com alopecia deve-se realizar
biópsia de área de eritema com pêlos visíveis,
evitando área totalmente cicatricial pois nesta estarão
presentes apenas alterações inespecíficas. Utilizar
apenas punch de 5.0mm ou maior, que deve ser inserido na pele paralela
à direção do crescimento do pêlo, estendendo
a biópsia até o subcutâneo para incluir os folículos
terminais.
I. Suspeita de psoríase ou eczema com várias lesões
evitar retirar fragmentos dos cotovelos e joelhos.
J. Lesões melanocíticas quando pequenas devem ser, sempre
que possível, totalmente excisadas, com margem econômica
porque na análise histopatológica são de fundamental
importância a avaliação da simetria e da arquitetura
geral da lesão. Fragmento de parte da lesão pode ser
obtido de lesões maiores, porem, nesses casos, os dados importantes
para o prognóstico só poderão ser feitos mediante
a peça cirúrgica pós exerese total. Ao se retirar
mais de uma lesão melanocítica, não se deve coloca-las
em um só frasco. Se uma delas revelar-se um melanoma ficará
às vezes impossível identificar o local de onde foi
retirada. É preciso identificar cada frasco, anotando cuidadosamente
o local anatômico.
K. Tzanck - as lâminas contendo esfregaços obtidos de
lesões vesiculosas devem ser imediatamente colocadas em
álcool, evitando que o material seque impedindo a análise
dos aspectos microscópicos.
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